segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Florbela em poesia.

Frêmito do meu corpo a procurar-te,
Febre das minhas mãos na tua pele
Que cheira a âmbar, a baunilha e a mel,
Doido anseio dos meus braços a abraçar-te.

Olhos buscando os teus por toda parte,
Sede de beijos, amargor de fel,
Estonteante fome, áspera e cruel,
Que nada existe que a mitigue e a farte!

E vejo-te tão longe! Sinto a tua alma
Junto da minha, uma lagoa calma,
A dizer-me, a cantar que não me amas...

E o meu coração que tu não sentes,
Vai boiando ao acaso das correntes,
Esquife negro sobre um mar de chamas...

(Florbela Espanca - Frêmito)

Um comentário:

JUCA CAVALCANTE disse...

OLÁ PRI! TUDO BEM CONTIGO? SÓ EM SABER QUE VOCÊ É LIGADA EM ARTES E,PARTICULARMENTE PARA MIM, EM LETRAS, ISSO A TORNA UMA PESSOA MUITO ESPECIAL.FICO MUITO CONTENTE COM ISSO.PORQUE ,NA VERDADE, EU SOU MEIO METIDO A ESCRITOR.
UM ABRAÇO PRA VOCÊ E PRAZER EM TE CONHECER.
JUCA CAVALCANTE

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